quarta-feira, 22 de maio de 2013

Álcool com moderação na gravidez não prejudica bebê



Uma pesquisa de cientistas britânicos sugere que o consumo moderado de bebida alcoólica durante a gravidez não causa problemas de comportamento ou de desenvolvimento mental ao bebê.

No estudo, os pesquisadores do University College de Londres analisaram o comportamento e as habilidades de 10.534 crianças britânicas de sete anos cujas mães não consumiram ou consumiram quantidades moderadas de bebida durante a gravidez.

E, de acordo com os cientistas, foram descobertas poucas diferenças entre as crianças filhas de mães que não beberam e as filhas das mães que beberam moderadamente.

"Sabemos que beber muito durante a gravidez tem um efeito muito prejudicial, mas é muito improvável que beber pequenas quantidades terá um impacto (na gravidez)", afirmou Yvonne Kelly, uma das autoras do estudo divulgado na publicação científica de ginecologia e obstetrícia An International Journal of Obstetrics and Gynaecology (BJOG).

"Não parece ser biologicamente plausível que pequenas quantidades de álcool vão afetar de alguma forma o desenvolvimento. O ambiente no qual a criança cresce é muito mais importante", acrescentou.

No entanto, a pesquisadora afirma que é necessário mais tempo para analisar a saúde das crianças.

"Seguimos estas crianças durante os primeiros sete anos das vidas delas, mas mais pesquisas são necessárias para detectar se algum efeito adverso dos baixos níveis de consumo de álcool na gravidez pode aparecer mais tarde", disse Kelly.

O consumo considerado moderado de bebidas alcoólicas está na faixa das duas unidades de bebida (com um total de 20 g de álcool) por semana. Como cada bebida alcoólica tem uma quantidade diferente de álcool, uma unidade é equivalente a cerca de 280 ml de cerveja ou uma única medida de 35 ml de destilado.